terça-feira, 15 de dezembro de 2009

OSHOGATSU - Ano novo Japonês

O ano novo é o mais importante feriado para os japoneses. O feriado de ano novo inicia, no comércio, no dia 30 de dezembro e vai até três de janeiro. Muitas pessoas voltam para sua cidade natal para passar essa festividade com os familiares.


No Japão o ano novo é chamado OSHOGATSU (o = preposição que indica indica respeito, importância; sho = honestidade, verdade; gatsu = mês).


As comemorações do OSHOGATSU, vão muito além de brindar a virada do 31 de dezembro. Os rituais inciam já em novembro.






Veja a seguir os costumes mais importantes dos Japoneses para essa data.



Ousouji
Um mês antes inicia-se a limpeza da casa, como preparação para o Ano Novo. As donas de casa realizam uma limpeza radical, incluindo troca de tatamis e papel da Shouji (portas corrediças). A limpeza também ocorre nas empresas, onde os empregados são convocados para, em mutirão, realizar a limpeza do ambiente de trabalho. É uma espécie de purificação, acredita-se que é preciso entrar o ano novo com tudo limpo.


Joya no kane
Tocar o sino no templo 108 vezes, para afastar os males. A cerimônia realizada na virada do dia 31, relembra os 108 pecados existentes no homem, segundo o budismo. Este é o momento, para a maioria dos japoneses, inclusive não budistas, de buscar a purificação e saudar o ano que chega.
Além disto, no primeiro dia do ano ocorre o Hatsumoude, a primeira visita ao templo, que segundo a tradição traz alegria e prosperidade para o ano todo.







Toshikoshisoba
O comprido macarrão, que simboliza vida longa, comido um pouco antes da meia noite, na véspera do Ano Novo.



Osechiryouri
Não é permitido trabalhar nos dias do Oshogatsu, então a comida, verdadeiros banquetes, é preparada antes do Ano Novo, para que todos possam relaxar e se divertir. Outra tradição é beber o saquê doce, que segundo os mais antigos traz saúde e vida longa.





Nengajou
Cartões enviados a todos que você conhece, a fim de dizer "kotoshi mo yoroshiku onegaishimasu" e "akemashita omedetou gozaimasu". O primeiro significa algo como "por favor seja bom para mim neste ano também", a fim de manter amizades e relacionamentos com os outros. Eles chegam via entrega especial por todo o país, aproximadamente 10 - 11h da manhã.






Oseibo
Presentes oferecidos às pessoas que lhe ajudaram, ou as quais você "aborreceu", durante o ano. É comum um agrado aos superiores e as pessoas a que se deve favores.
Para as crianças, os pais e parentes, dão presentes em dinheiro (otoshidama) em envelopes.



Kagami Mochi
O bolinho de arroz, que simboliza a expectativa de felicidade e prosperidade, por ser parecido aos antigos espelhos, pela sua forma redonda e achatada, é chamada de Kagami mochi (kagami = espelho). Consiste em 2 bolinhos, grande e pequeno, colocados um sobre outro. Diversos tipos de enfeites podem ser colocados, por exemplo: alga, samambaia e laranja que são símbolos de felicidade, longevidade e sucesso.

Fica na casa até 11 de janeiro, quando é dividido em pequenos pedaços e consumido pela familia num ritual chamado KAGAMI-BIRAKI (abertura do espelho)





Akemashite omedeto gozaimasu
"Feliz Ano Novo" ou "parabéns pela passagem do Ano Novo", dito mais em forma de agradecimento pelo ano que está terminando do que desejo de felicidade futura. Mas é para ser dito somente depois do instante em que o ano virar (a resposta é também "akemashite omedetou gozaimasu").

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

História Zen


O guarda-chuva


Como manda a tradição, ao entrar na casa do mestre zen, o discípulo deixou do lado de fora os sapatos e o guarda-chuva.


- Vi pela janela que você chegava – comentou o mestre. - Você deixou os sapatos à direita ou à esquerda do guarda-chuva?


- Não tenho a menor idéia. Mas que importância tem isso? Eu estava pensando no segredo do Zen!


- Se você não prestar atenção na vida, jamais aprenderá coisa alguma. Comunique-se com a vida, dê a cada segundo a atenção que merece; este é o único segredo do Zen.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O Caminho do Cavaleiro

A energia espiritual do Caminho utiliza a justiça e a paciência para preparar teu espírito.





Este é o caminho do cavaleiro. um caminho fácil e ao mesmo tempo difícil, porque obriga a deixar de lado as coisas inúteis, as amizades relativas. Por isso, no começo, sente-se tanta hesitação em seguí-lo.

Eis o primeiro ensinamento da Cavalaria: tu irás apagar o que até então tinhas escrito no caderno de tua vida: inquietação, insegurança, mentira. E iras escrever, no lugar de tudo isso, a palavra coragem. Começando a jornada com essa palavra, e seguindo a fé em Deus, chegarás onde precisas.

Extraído de: O Breviário da Cavalaria Medieval

sábado, 22 de agosto de 2009

Dia da Etnia Japonesa

Ocorreu nesta quinta-feira, 20.08.09, o evento de comemoração do DIA DA ETNIA JAPONESA no Rio Grande do Sul.

O auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa do Estado estava cheio imigrantes e descendentes de japoneses, além de muitas pessoas que simplesmente admiram o Japão, e enfrentaram a noite fria e chuvosa para apreciar o belo espetáculo.

A Abertura foi realizada pelo primeiro grupo gaúcho de Taiko o Minato Daiko. Logo após, a cantora nipônica Yumi Inoue, fez seu show, exibindo uma coleção impressionante de kimonos, além da bela e potente voz, claro.



O Diretor do Escritório Consular do Japão em Porto Alegre, Sr. Haruyoshi Miura, também prestigiou o evento.


Apresentação de dança: Tanko Bushi, grupo Nikkei-rs.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Hiroshima - 64 anos



Memorial da Paz em Hiroshima


O prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akiba, exigiu nesta quinta-feira, 64, a abolição total das armas nucleares, durante a cerimônia em que foi lembrado o 64º aniversário do lançamento da bomba atômica que atingiu essa cidade do sul do Japão. "Apoiamos o presidente Barack Obama e temos a responsabilidade moral de abolir as armas nucleares", disse Akiba diante de milhares de pessoas reunidas no Parque Memorial da Paz de Hiroshima, como conta a agência de notícias local Kyodo.


Imagem após explosão de bomba atômica em Hiroshima em 1945



Foto de Nagazaki, após a segunda bomba jogada sobre o território japonês no final da Segunda Guerra Mundial.



http://www.adekun.com/japan/hiroshima/hiroshima-peace-memorial-park

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A parabola do faixa preta




Imagine um lutador de artes marciais ajoelhado na frente do mestre numa cerimônia para receber a faixa preta obtida com muito suor.
Depois de anos de treinamento incansável, o aluno finalmente chegou ao auge do êxito na disciplina.
“Antes que lhe dê a faixa, você tem que passar por um outro teste”, diz o Mestre.
Estou pronto” responde o aluno, talvez esperando pelo último assalto da luta.
“Você tem que responder à pergunta essencial: Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?”.
“O fim da minha jornada”, responde o aluno. “Uma recompensa merecida por meu bom trabalho”.
O Mestre espera mais. É obvio que ainda não esta satisfeito. Por fim, o Mestre fala. “Você ainda não esta pronto para a faixa preta. Volte daqui a um ano”.
Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do Mestre. “Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?”. Pergunta o Mestre.
“Ela é o símbolo da excelência e o nível mais alto que se pode atingir em nossa arte”, responde o aluno.
O Mestre não diz nada durante vários minutos, esperando. É óbvio que ainda não está satisfeito. Por fim, ele fala. “Você ainda não esta pronto para a faixa preta. Volte daqui um ano”.
Um ano depois, o aluno se ajoelha novamente na frente do Mestre. E mais uma vez o Mestre pergunta: “Qual é o verdadeiro significado da faixa preta”.
“A faixa preta representa o começo – o início de uma jornada sem fim de disciplina, trabalho e a busca por um padrão cada vez mais alto”, responde o aluno.
“Sim. Agora você esta pronto para receber a faixa preta e iniciar o seu trabalho”.
Extraído do livro Feitas para Durar – Práticas bem-sucedidas de empresas visionárias – James Collins – Ed. Rocco)

sábado, 25 de julho de 2009

Comida de Samurai - Festival do Japão (III)

A grande atração do 12º Festival do Japão de São Paulo foi a culinária! Os festivais são uma oportunidade incrível de experimentar os mais variados pratos típicos japoneses. Foram 52 estandes das mais variadas associações culturais nikkei, vendendo desde os mais conhecidos como yakisoba e tempura, até os mais desconhecidos para nós como KIMPIRA LENKON (raiz de lótus refogada com shoyu, açucar e pimenta), ROBATA YAKI (espetinhos de cogumelo shimeji com bacon, coberto com molho agridoce, conhecido como "churrasco japonês") e sorvete de gengibre ou chá verde, entre muitos outros. Cada associação, ligada as mais variadas províncias japonesas, vende pratos típicos da sua região. Justamente por isso, temos uma grande variedade de pratos desconhecidos que passam longe dos cardápios dos restaurantes "japoneses" de shopping.
Difícil foi escolher o que comer! Optamos pelos menos conhecidos e pelo histórico Houtou, isso apenas para começar. Tudo delicioso!


COMIDA DE SAMURAI!
O HOUTOU é um prato de macarrão udon com verduras, aguê (tofu cortado em pedaços ou tiras e frito), tikuwa(massa de peixe), shiitaque (cogumelos), inhame, cenoura, abóbora, temperados com missô (pasta de soja fermentada).
Conhecido como "SOPA DOS SAMURAIS" ou "UDON DOS SAMURAIS", essa alimentação deliciosa foi difundida por Takeda Shinguen. Reza a lenda que era a comida favorita de Takeda e muito consumida em festas e às vésperas das batalhas. Esse prato foi preparado durante o Festival do Japão pela Associação Cultural e Recreativa Yamanashi Kenjin do Brasil.





ROBATA YAKI (espetinhos de cogumelo shimeji com bacon, coberto com molho agridoce, conhecido como "churrasco japonês")

Praça de alimentação concorrida e cozinhas trabalhando sem parar!

Fontes: Material de divulgação do Festival e http://www.osano-memorial.or.jp/houtou.html

terça-feira, 21 de julho de 2009

12º Festival do Japão - São Paulo (II)


Participamos neste final de semana do 12º Festival do Japão de São Paulo. Foi um evento maravilhoso. Milhares de pessoas lotaram o Centro de Exposições Imigrantes, em três dias de muita música, dança, comidas típicas, demonstrações de artes marciais, compras, confraternização e muita alegria.












Colocaremos mais fotos e vídeos das demonstrações em breve. Inclusive fotos de pratos típicos! Como o Udon do Samurai!!!



sábado, 11 de julho de 2009

12º Festival do Japão - São Paulo


Estaremos lá semana que vem! Trazendo muitas fotos, relatos e novidades!



Mais informações: http://www.festivaldojapao.com/


12ª edição do Festival do Japão reunirá o público no Centro de Exposições Imigrantes nos dias 17, 18 e 19 de julho de 2009 (sexta, sábado e domingo).
Considerado um dos maiores eventos de cultura japonesa no mundo, e o maior da América Latina, o Festival do Japão apresentará shows musicais, atrações culturais, danças típicas, culinária, exposições especiais e atividades para as crianças.
O Festival do Japão é realizado desde 1998 pelo Kenren (Federação das Associações de Províncias Japonesas no Brasil), entidade que reúne as 47 associações de províncias japonesas sediadas no Brasil. O evento tem o objetivo de divulgar e preservar a cultura e as tradições japonesas, e também auxilia entidades e projetos assistenciais.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dia do Imigrante Japonês



Hoje comemoramos o Dia do Imigrante Japonês! Dia em que desembarcou em Santos / SP, o navio Sato Maru, com os primeiro imigrantes japoneses. Já cento e um anos de história!

Parabéns!

terça-feira, 9 de junho de 2009

David Carradine 1936 - 2009


David Carradine 08/12/36 - 03/06/09

Faleceu em Bangkok - Tailândia, o ator David Carradine. O seu trabalho mais marcante no cinema nos últimos anos foi, sem dúvida, sua participação em Kill Bill, do diretor Quentin Tarantino. Entretanto, Carradine chegou ao Brasil através do seriado Kung Fu, nos anos 1970.

Nessa época predominavam os seriados e filmes de western e policiais em geral. Então foi através desse seriado que o público em geral tomou seu primeiro contato com a sabedoria oriental. Nos anos noventa surgiu uma "continuação" à série Kung Fu, "Kung Fu: A Lenda Renasce". Carradine viu-se envolvido no mundo dos Shaolins, mais uma vez. De fato, ele entrou de cabeça nas artes marciais, tendo experimentado a disciplina do kung fu. Carradine publicou - em 1991 - um livro a respeito da filosofia dessa arte: "The Spirit of Shaolin". Lançou, também, dois vídeos sobre exercícios do kung fu, ambos em 1991.




A série:

O papel de Carradine, Kwai Chang Caine, foi prometido a Bruce Lee. Entretanto, diz-se que que Lee era "muito oriental", o que poderia gerar resistência no público médio americano. Esse fato nunca foi realmente explicado. Ocorreu que Carradine desempenhou muito bem o papel. Seu olhar misterioso e melancólico caiu como uma luva para o monje fugitivo Caine. Talvez Bruce Lee não fosse mesmo o ator ideal, justamente por ser um lutador de verdade (e que lutador!). O olhar de Lee, que todos conhecemos, é de um tigre prestes a atacar. O olhar de Caine deveria ser diferente.

O seriado fez muito sucesso na época, e continua fazendo, pois volta e meia alguma TV o reprisa. Além disso, o seriado foi lançado em DVD. O sucesso foi tamanho que uma editora, a Livraria José Olympio Editora, publicou alguns livros da série.

Caine é um mestiço nascido na China, filho de pai americano e de mãe chinesa. O menino, por não ter aonde ir ou onde se estabelecer, acabou por bater aos portões do Templo Shaolin. Embora mestiço, foi aceito pelo grande mentor daquele templo, Mestre Kan (interpretado pelo falecido Philip Ahn), o qual ignorou a premissa Shaolin - de que apenas chineses legítimos são admitidos - por ter sentido algo "especial" pelo pobre garoto solitário. Alguns anos após completar seu aprendizado, já fora do templo, Caine reencontra por acaso o Mestre Pô, ocorre um incidente com a comitiva do arrogante sobrinho do Imperador. Este mata Mestre Pô com um tiro. Instintivamente Caine mata o sobrinho do Imperador e é obrigado a fugir para os Estados Unidos, onde dificilmente seria encontrado no meio de milhares de imigrantes e poderia procurar o seu meio irmão, único parente vivo.
Para quem assistia o seriado é impossível esquecer Caine caminhando sozinho pelas areias escaldantes, os flashbacks dos ensinamentos do Mestre Pô (que era cego, mas percebeu, no primeiro encontro entre eles o gafanhoto que estava aos pés de Caine e daí deu-lhe o famoso apelido de Gafanhoto), o rito de passagem final de caminhar sobre uma folha de papel de arroz sem deixar rastros e finalmente abraçar o caldeirão cheio de brasas que faz as tatuagens(dragão e tigre) nos seus antebraços e, claro, as lutas em câmera lenta, uma novidade para a época e uma forma de amenizar a violência (apesar da série ser totalmente pacifista).

O primeiro consultor da série foi David Chow, que não era um mestre Shaolin formado. Posteriormente, um mestre Shaolin assumiu o papel dele: Kam Yuen, um especialista no estilo “Praying Mantis” (Louva-Deus). A partir da entrada de Kam, as cenas de luta tornaram-se mais reais.

Em Kung Fu trabalharam atores "novatos" à época, tais como: Harrison Ford, Robert Duvall, Don Johnson, Gary Busey e até mesmo Jodie Foster (ainda criança ).


Um jovem Mestre Shaolin perambula por uma terra inóspita em busca de seu irmão, mas também de si próprio. Dentre os maiores perigos por ele enfrentados, não estão os pistoleiros e nem mesmo os caçadores de recompensa, mas aintemperança, o racismo e o preconceito Humanos. Aventure-se ao lado de Kwai Chang Caine, o Gafanhoto, nessa formidável busca ao Infinito que nos habita. (abertura)




Em tempo: O termo KUNG FU é aplicado as artes marciais chinesas há séculos e significa "trabalho duro".



Fontes:
Zero Hora
Imdb.com
RetrôTV

terça-feira, 2 de junho de 2009

Nossos mestres

"O lutador deve se comportar numa luta como a água - insubstancial, flexível. E, como a água, um combate não pode ter forma definida."
Bruce Lee

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Números em Japonês

O básico:
1 一 ichi
2 二 ni
3 三 san
4 四 shi ou yon (não costumamos dizer shi no Dojo, pois também significa morte)
5 五go
6 六 roku
7 七 shichi ou nana
8 八 hachi
9 九 kyuu ou ku
10 十 juu

terça-feira, 31 de março de 2009

DOGI - Presença no instante




Vestir o nosso DOGI (traje de treinamento) deve ser um verdadeiro ritual.
A faixa branca(OBI), por exemplo, simboliza a pureza mental e de intenções. Devemos colocar o OBI cuidadosamente na cintura, protegendo bem a zona inferior do ventre e as vértebras lombares. Devemos colocar o TENEGUI (bandana), quando for o caso, alinhado meticulosamente. Quizá fosse conveniente um banho purificador e um pequeno período de meditação. A meditação é sempre muito importante. Mesmo que por um minuto, no vestiário, devemos meditar, focalizar o aqui e agora. Vestir nosso DOGI é um ato de extrema importância. É quando assumimos um estado, é a representação visível de um vontade invisível. Não deve ser jamais um disfarce, ou uma fantasia, e muito menos ainda um ridículo mimetismo orientalista. O DOGI é antes de tudo um símbolo de um desejo e longe de supor um obstáculo, deve ser um veículo de progresso para nossa própria unidade do ser. Mas não esqueçamos o dito popular: o hábito não faz o monge. Revestir nosso corpo com o DOGI deve ser um primero ato de presença no instante, de aqui e agora. Tudo no mundo exterior deve disolver-se...
Como poríamos nosso DOGI se soubessemos que minutos mais tarde iríamos enfrentar a um adversário real?
Muitas poucas vezes a mente está onde está o corpo...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Mestres do cinema


Medo, Ira, Agressividade, O lado escuro eles são. Se algum dia regerem tua vida, para sempre teu destino dominarão - Mestre Yoda

quarta-feira, 25 de março de 2009

Duas bombas atômicas

Sr. Tsutomu Yamaguchi

Japonês sobreviveu às duas bombas atômicas

Folha de S.Paulo

Um japonês de 93 anos tornou-se ontem oficialmente o primeiro sobrevivente das duas bombas atômicas lançadas pelos EUA no final da Segunda Guerra Mundial.

Tsutomu Yamaguchi, que já havia sido certificado como "hibakusha" --sobrevivente de radiação- do ataque de 9 de agosto de 1945 em Nagasaki, foi confirmado também como sobrevivente do ataque em Hiroshima três dias antes.

Ele estava em Hiroshima numa viagem de negócios em 6 de agosto, quando um avião americano lançou a bomba atômica. Acometido de graves queimaduras no tronco, ele retornou para Nagasaki, onde morava, no dia seguinte.

"Pelo que sabemos, ele é o primeiro a ser oficialmente reconhecido como sobrevivente de duas bombas atômicas", disse Toshiro Miyamoto, funcionário municipal de Nagasaki.

O reconhecimento assegura benefícios do governo --pagamentos mensais, consultas médicas regulares e funeral gratuito. As compensações de Yamaguchi não terão reajuste.

Apesar disso, o sobrevivente externou satisfação. "Minha exposição dupla à radiação é agora um registro oficial, que pode ensinar às gerações jovens a terrível história dos bombardeios atômicos mesmo depois de eu morrer", disse Yamaguchi ao jornal "Mainichi".

O Japão é o único país alvo de ataques atômicos. Cerca de 140 mil morreram em Hiroshima e 70 mil em Nagasaki.

Yamaguchi, que não teve problemas de saúde revelados, é um dos cerca de 260 mil sobreviventes aos ataques -que apresentaram posteriormente doenças decorrentes da exposição à radiação, como câncer e problemas hepáticos.

Milhares de sobreviventes que tiveram os pedidos rejeitados pelo governo ainda buscam reconhecimento oficial. No ano passado, os requisitos para isso foram abrandados, em reação a críticas de que as regras eram muito rígidas e negligenciavam muitas pessoas que desenvolveram doenças relacionadas pelos médicos à radiação.


quinta-feira, 19 de março de 2009

Mestre e discípulo - Parte 3




Um célebre mestre de espada do Japão, recebeu a visita de outro especialista. Querendo ilustrar o ensinamento que havia dado aos seus três filhos, colocou um copo de metal em um ponto, sobre as portas corrediças que davam acesso a habitação, por meio de um pedaço de bambú, de tal forma que caisse sobre a cabeça daquele que ali entrasse. Enquanto consumiam alguma taças de chá, o Mestre chamou o seu primeiro filho; este sentindo a presença do objeto, correu ligeiramente a porta e passando lentamente a mão através dela, pegou o recipiente e o colocou delicadamente no chão, enquanto entrava na sala e saudava respeitosamente os seus ocupantes. Aqui está meu primogênito - disse o Mestre - aprendeu bem meus ensinamentos! Chegará a ser certamente, algum dia, um grande maestro da espada. O segundo filho inrrompeu com mais celeridade a habitação e sujeitou o copo justo quando estava a ponto de cair-lhe em cima. Este é meu segundo filho - continuou o Mestre - ainda tem muito por aprender, mas melhora a cada dia.
O terceiro entrou precipitadamente na sala, recebendo de pleno o copo na cabeça. De pronto, sacou rapidamente a espada da sua bainha e o cortou em duas partes, antes deste chegar a tocar o solo. Aqui está meu filho pequeno - disse o Mestre ancião com voz resignada. Ainda tem um longo caminho por percorrer!






















terça-feira, 17 de março de 2009

Mestre e discípulo - Parte 2





Quando o Mestre Awa Kanzo instruia o seu célebre discipulo Eugen Herrigel na Arte do Arco e Flecha, Kyudô, continuamente lhe repetia que seu tiro não era autêntico, apesar de estar perfeitamente executado. Deixe de pensar no disparo - exclamava o Mestre - assim tem que fracassar. Não posso evitar! - respondia Herriguel - a tensão (da corda do arco) se torna dolorosa. Apenas porque você não está realmente desprendido de si mesmo, por isto sente. E, no entanto, é tão simples! De uma simples folha de bambú pode aprender do que se trata. Sob o peso da neve ela se inclina mais e mais. De repente a carga desliza e cai, sem que a folha haja se movido. Igual que ela, permaneça na maior tensão até que o disparo caia. Assim é, em efeito: quando a tensão se haja cumprido, o tiro tem que cair, desprender-se do arqueiro como a neve da folha, ainda que antes do que ele tenha pensado.
Uma vez apenas, imediatamente depois de um tiro igual a muitos outros, que segundo Herriguel não havia sido excessivamente técnico, o Mestre Awa grito: Aí está! Inclíne-se! Quando inspecionou o alvo, Herriguel comprovou que somente havia roçado a borda. Entretanto, o tiro havia sido autêntico. "Ele" havia executado a ação sem o concurso da vontade. O discípulo perguntou então: E quem é "Ele"? Sensei Awa respondeu: Quando tiver compreendido isto, já não me necessitará. E se eu quizesse colocá-lo na pista, poupando-lhe a própria experiência, sería o pior de todos os mestres.




Deixar de pensar conscientemente, deixar o kata, a forma, o arco, a espada, o golpe, agirem "por conta própria", transformar a espada em uma extenção do corpo: grandes desafios que não se atingem sem grande determinação e paciência.





A arte cavalheiresca do arqueiro Zen, Eugen Herrigel, publicado no Brasil pela Editora Pensamento.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Mestre e Discípulo - parte 1


A tradição do BUDÔ afirma que o difícil não é encontrar um mestre, mas sim chegar a ser discípulo.




"Na antiguidade, quando um aspirante desejava ser admitido pelo mestre, depositava suas oferendas na porta do templo ou do dojo, e se sentava a esperar, paciente e silenciosamente até que este quizesse recebê-lo. Podiam se passar muitos dias e até semanas ou meses, antes que o mestre acreditasse na sinceridade do futuro discípulo e lhe permitisse penetrar no santuário interior. O candidato devia perseverar e sofrer sem mover-se, todos os rigores da natureza, a fome, o frio, a chuva, o sol implacável, o vento ou a neve. Alguns díscipulos do mestre podiam inclusive disfarçar-se para tentar disuadir-lhe ou lhe submetiam a certas penúrias, para comprovar sua sinceridade, sua humildade, sua paciência. Se lograva passar esta dura prova, o mestre saía por fim para buscá-lo e aceitá-lo, não apenas como dicípulo, mas como filho, irmão no caminho."
Traduzido e adaptado de RONIN, La Vía Del Guerrero Errante, Carmelo H Ríos


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Propósitos


"Quando um homem tem um propósito firme, nem as divindades ou os demônios do céu e da terra podem impedí-lo." Zen na arte de conduzir a espada




Um novo ano, um novo ciclo?


Quais os nossos propósitos para 2009? Quais planos? Quais metas? Qual nossa extratégia para mudar o que nos incomoda? Vamos fazer as coisas do mesmo jeito e esperar um resultado diferente?


Vamos refletir e encarar 2009 com otimismo e enfrentar os nossos tigres interiores.