
As grandes ordens monásticas que viviam no alto das montanhas, com suas divisões de "guerreiros da montanha" conhecidos como
yamahoshi (posteriormente
YAMABUSHI), figuram entre os grandes protagonistas da história do Japão desde o século X até os séculos XVI e XVII. Essas ordens parecem ter evoluído originalmente a partir de grupos ermitões e outros "homens santos" que empreenderam o caminho da solidão no "deserto", tentavam adquirir poderes sobrenaturais. Sua busca (
shu) por esses poderes (
ken) compensou-se gradualmente em diversas metodologias (
do) que chegaram a ser conhecidas como o "caminho dos poderes sobrenaturais" (SHUGENDO).

Este shugendo, segundo muitos pesquisadores não tem um fundador. Nos templos mais importantes das montanhas, desde os localizados em território Kimbusem aos de Kumano, desde Omine até Yoshino, foram erguidos alojamentos (
seishin-ya) para os yamabushi. O Shugendo começou a aparecer junto com as doutrinas exotéricas (
kenshi) e exotéricas (
misshu) explicações (
nosetsu), eloquência (
seimei) poesia (
waka) e, um fator muito importante em nosso estudo, a prática militar (
buyu). Estes sacerdotes e monges militares em geral tinham sido extremamente hábeis no uso das armas de métodos tradicionais de combate. Os arco-e-flechas, as espadas e - sobretudo - as lanças eram para eles armas familiares. O
naginata, por exemplo, dizem que foi na realidade inventado por eles e adotado posteriormente pelos bushi que haviam experimentado a mortífera eficácea desta arma, quando foi usada contra eles. Ao longo dos tempos esses monges e sacerdotes seguiram ainda participando ativamente no desenvolvimento do bujutsu(arte militar, ou arte da guerra), sendo considerados especialistas em sua teoria, particularmente no que se refere àqueles fatores interiores baseados no controle mental e no poder coordenado.
Deste modo, proporcionaram as especializações tradicionais do bujutsu como praticamente da única teoria que seus praticantes sempre tiveram. Os próprios buchi reconheciam essa dependência teória com respeito a seus mestres religiosos, a consagração em grande número nos templos ou residências de abades ou monges humildes, que haviam se tornado famosos como mestres de técnicas e disciplinas que fortaleciam à personalidade e desenvolviam o caráter do homem, permitindo que ele encarasse, sem hesitar, a hostil e perigosa realidade do confronto. O nome desses mestres religiosos são ainda adorados na arte marcial do Japão; uma idéia do tamanho e profundidade de sua contribuiçõa aos métodos de combate dos bushi e, em geral, a arte de combate japonesa pode-se estimar mediante ao estudo desses mestres e o modo em que influenciaram na evolução de artes tais como o kenjutsu, o jujutsu e o aikijutsu, aplicando a essas disciplinas os princípios intuitivos do Budismo, e especialmente os da seita Zen.
Alguns Yamabushi que tiveram muito destaque na história do Japão:
- Abade Shoshin 1294-1336 (estrategista)
- Sessai choro ( tutor do shogun Tokugawa Ieyasu)
- Takeda harunobu shingen (Daimyo e grande extrategista) (ilustração abaixo)


Vestimenta Yamabushi exposta no Museu de Tóquio