Objetos como quimonos, tigelas, ferramentas e pinturas de ideogramas, que expõem a riqueza de uma cultura milenar, poderão ser contemplados no memorial da Colônia Japonesa, em Ivoti. Com o objetivo de resgatar a história da colonização no município, o projeto está em obras e deve ser concluído em novembro. Além do trabalho de adequação do prédio, que se localiza dentro da colônia, a prefeitura busca peças e documentos que ficarão à mostra no local. Moradores, a maioria imigrantes das décadas de 1950 e 1960, doaram objetos de uso pessoal, decoração e vestuário.
Entre os materiais, estão ferramentas para produção de uvas e kiwi. A atividade teve seu auge na cidade nas décadas de 1970 e 1980. Além de utensílios de trabalho, fotografias e documentos foram entregues na Associação de Moradores da Colônia. A prefeita Maria de Lourde Bauermann diz que a intenção é garantir um espaço de memória e de valoriazação da cultura japonesa em Ivoti. Os objetos foram fotografados e fichados. Segundo a diretora de cultura, Gabriela Dilly, alguns não chegaram a ser usados e outros resgatam fortes lembranças, pois foram trazidos na viagem do Japão. Ela conta que há ainda peças que têm a marca do uso e do tempo.
A colônia japonesa em Ivoti conta com 50 famílias, que vivem na divisa do município com Dois Irmãos. No momento, a intenção é realizar um levantamento do futuro conjunto de peças e verificar de que forma isso será exposto. "Essa etapa foi necessária para sabermos que tipo de acervo teríamos, o tamanho dos objetos e como organizá-los internamente", afirma a diretora.
O memorial funcionará na antiga Escola Municipal Castelo Branco, que está sendo remodelada. Com a conclusão do trabalho, serão instalados painéis que resgatam a história da colônia. Internamente, os objetos serão captados e guardados e forma adequada para serem apresentados em diferentes momentos, com temáticas específicas.
Fonte: http://www.defender.org.br/ (Silvana Losekann)
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