quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Os Yamabushi



As grandes ordens monásticas que viviam no alto das montanhas, com suas divisões de "guerreiros da montanha" conhecidos como yamahoshi (posteriormente YAMABUSHI), figuram entre os grandes protagonistas da história do Japão desde o século X até os séculos XVI e XVII. Essas ordens parecem ter evoluído originalmente a partir de grupos ermitões e outros "homens santos" que empreenderam o caminho da solidão no "deserto", tentavam adquirir poderes sobrenaturais. Sua busca (shu) por esses poderes (ken) compensou-se gradualmente em diversas metodologias (do) que chegaram a ser conhecidas como o "caminho dos poderes sobrenaturais" (SHUGENDO).







Este shugendo, segundo muitos pesquisadores não tem um fundador. Nos templos mais importantes das montanhas, desde os localizados em território Kimbusem aos de Kumano, desde Omine até Yoshino, foram erguidos alojamentos (seishin-ya) para os yamabushi. O Shugendo começou a aparecer junto com as doutrinas exotéricas (kenshi) e exotéricas (misshu) explicações (nosetsu), eloquência (seimei) poesia (waka) e, um fator muito importante em nosso estudo, a prática militar (buyu). Estes sacerdotes e monges militares em geral tinham sido extremamente hábeis no uso das armas de métodos tradicionais de combate. Os arco-e-flechas, as espadas e - sobretudo - as lanças eram para eles armas familiares. O naginata, por exemplo, dizem que foi na realidade inventado por eles e adotado posteriormente pelos bushi que haviam experimentado a mortífera eficácea desta arma, quando foi usada contra eles. Ao longo dos tempos esses monges e sacerdotes seguiram ainda participando ativamente no desenvolvimento do bujutsu(arte militar, ou arte da guerra), sendo considerados especialistas em sua teoria, particularmente no que se refere àqueles fatores interiores baseados no controle mental e no poder coordenado.

Deste modo, proporcionaram as especializações tradicionais do bujutsu como praticamente da única teoria que seus praticantes sempre tiveram. Os próprios buchi reconheciam essa dependência teória com respeito a seus mestres religiosos, a consagração em grande número nos templos ou residências de abades ou monges humildes, que haviam se tornado famosos como mestres de técnicas e disciplinas que fortaleciam à personalidade e desenvolviam o caráter do homem, permitindo que ele encarasse, sem hesitar, a hostil e perigosa realidade do confronto. O nome desses mestres religiosos são ainda adorados na arte marcial do Japão; uma idéia do tamanho e profundidade de sua contribuiçõa aos métodos de combate dos bushi e, em geral, a arte de combate japonesa pode-se estimar mediante ao estudo desses mestres e o modo em que influenciaram na evolução de artes tais como o kenjutsu, o jujutsu e o aikijutsu, aplicando a essas disciplinas os princípios intuitivos do Budismo, e especialmente os da seita Zen.



Alguns Yamabushi que tiveram muito destaque na história do Japão:

- Abade Shoshin 1294-1336 (estrategista)

- Sessai choro ( tutor do shogun Tokugawa Ieyasu)

- Takeda harunobu shingen (Daimyo e grande extrategista) (ilustração abaixo)




Vestimenta Yamabushi exposta no Museu de Tóquio

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO EM PORTO ALEGRE


O Centenário da Imigração Japonesa no Brasil e Ano do Intercâmbio Brasil Japão, serão celebrados neste final de semana, dias 27 e 28 de setembro, em PORTO ALEGRE, no centro municipal de eventos, localizado no Parque Harmonia, no centro da capital.
開始時間:午前9時 – Abertura: 9 da manhã

慰霊法要祭 – Cerimônia em memória aos falecidos - 88歳以上への表彰状と敬老祝賀会 – Entrega do Diploma de Reconhecimento e Congratulações aos idosos maiores de 88 anos
A partir das 10hs Taiko, dança, karaokê, demonstrações de artes marciais, feira de artesanato e muito mais!
VALE A PENA CONFERIR!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O exemplo japonês nas Olimpiadas de Pequim



Foto: Luca Bruno, AP

Nesta quinta-feira vi, pela primeira vez, a torcida chinesa vaiar uma equipe de outro país. As meninas do futebol da Alemanha e do Japão decidiam a medalha de bronze. A torcida foi maciça para as alemãs, claro – a velha rivalidade de séculos... Chineses e japoneses é pior do que gremistas e colorados, se você não sabe.
Durante o primeiro tempo do jogo, os chineses contentaram-se em incentivar os alemães com o seu tradicional jia you, mas no segundo tempo se soltaram: apuparam as japonesas (foto) com vontade cada vez que elas iam ao ataque. As alemãs venceram por 2 a 0, para gáudio da torcida, que festejou como se fosse uma vitória da China.
Tudo bem, tudo normal, até que, terminada a partida, ocorreu algo inesperado. Enquanto as alemãs festejavam, o técnico das japonesas as reuniu no grande círculo. Formaram uma rodinha e conversaram por alguns minutos. De lá, saíram para as bordas do campo. Pararam na linha lateral, em frente à torcida, e fizeram uma reverência. Os torcedores, talvez perplexos, aplaudiram. As japonesas então caminharam lentamente para o outro lado do campo, postaram-se de novo uma ao lado da outra e curvaram-se para a torcida. Fizeram isso em todos os lados do gramado, seis vezes, e seis vezes foram aplaudidas.

De alguma forma, uma vitória do Japão.



*Texto de DAVID COIMBRA publicado no caderno Pequim 2008 de Zero Hora.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

"Milhares de repetições, e a perfeição emerge a partir de nosso verdadeiro ser."





"Para se fazer uma boa espada é preciso aquecer, malhar e amolar o ferro repetidas vezes, o que exige uma extraordinária disciplina, organização e perseverança. Quem instilar essa espécie de disciplina na prática repetitiva, inovadora e observadora do kyudô será capaz de apreciar a satisfação do seu próprio esforço dentro de si mesmo."
J. Morisawa em Zen Kyudo, 1984

segunda-feira, 30 de junho de 2008

HINO DO JAPÃO





O hino japonês é famoso mundialmente por ser o hino nacional mais curto, pois possui apenas uma estrofe, que é cantada três vezes. O kimigayo, como é conhecido, teve sua origem no ano 905, durante a era Heian, quando foi publicado no primeiro livro de canções japonesas, o Kokinwakashu.

A letra do hino originalmente celebrava a longevidade de idosos e autoridades. No ano de 1013 a letra sofreu uma alteração, mas foi na era Meiji, no ano de 1888, que a nação adotou o hino oficialmente e o mesmo tornou-se uma música de louvor ao imperador, considerado uma figura divina, descendente dos deuses. Depois da Segunda Guerra Mundial o hino transformou-se em uma celebração ao povo japonês.

A melodia foi composta por Hiromori Hayashi. A letra do hino é:

Que o teu reinado de paz dure bastante!
Que dure por centenas de anos
Até que essa pequena pedra se torne uma rocha maciça

Kimigayo wa
Chiyo ni yachiyo ni
Sazareishi no
Iwao to narite
Koke no musumade

terça-feira, 24 de junho de 2008

Fotos: voluntários e participantes





Grupo de dança criado especialmente para as comemorações do centenário. Reunia diversos outros grupos, inclusive do Japão.




Encarando a garoa e o friozinho no final de tarde de domingo no sambódromo.



Voluntários que trabalharam na Semana Cultural no Anhembi! Pessoas que como nós, adoram a cultura japonesa e participam de diversas atividades. Dias 28 e 29 de junho tem mais festa japonesa em São Paulo!


Bentô! Será que a gente veria isso em outro evento no sambódromo?



segunda-feira, 23 de junho de 2008

SORRISO!


Uma das fotos mais bonitas que eu já tirei na vida!
Acho que ela resume todo o espírito das comemorações desse centenário da imigração japonesa.

Sambódromo!

Algumas fotos de ontem!!!!