quinta-feira, 12 de março de 2009

Mestre e Discípulo - parte 1


A tradição do BUDÔ afirma que o difícil não é encontrar um mestre, mas sim chegar a ser discípulo.




"Na antiguidade, quando um aspirante desejava ser admitido pelo mestre, depositava suas oferendas na porta do templo ou do dojo, e se sentava a esperar, paciente e silenciosamente até que este quizesse recebê-lo. Podiam se passar muitos dias e até semanas ou meses, antes que o mestre acreditasse na sinceridade do futuro discípulo e lhe permitisse penetrar no santuário interior. O candidato devia perseverar e sofrer sem mover-se, todos os rigores da natureza, a fome, o frio, a chuva, o sol implacável, o vento ou a neve. Alguns díscipulos do mestre podiam inclusive disfarçar-se para tentar disuadir-lhe ou lhe submetiam a certas penúrias, para comprovar sua sinceridade, sua humildade, sua paciência. Se lograva passar esta dura prova, o mestre saía por fim para buscá-lo e aceitá-lo, não apenas como dicípulo, mas como filho, irmão no caminho."
Traduzido e adaptado de RONIN, La Vía Del Guerrero Errante, Carmelo H Ríos


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Propósitos


"Quando um homem tem um propósito firme, nem as divindades ou os demônios do céu e da terra podem impedí-lo." Zen na arte de conduzir a espada




Um novo ano, um novo ciclo?


Quais os nossos propósitos para 2009? Quais planos? Quais metas? Qual nossa extratégia para mudar o que nos incomoda? Vamos fazer as coisas do mesmo jeito e esperar um resultado diferente?


Vamos refletir e encarar 2009 com otimismo e enfrentar os nossos tigres interiores.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

KYOGUEN - Teatro Cômico Tradicional Japonês


Imperdível!!
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K Y O G U E N
Teatro Cômico Tradicional Japonês


Companhia Palco Prá Toda Obra

Direção: Paulo Gick

SESSÃO ÚNICA

Dia: 27 de novembro de 2008 – 5a feira
Horário: 21 horas
Local: Teatro da AMRIGS - Av. Ipiranga, 5311
Ingresso: 1kg de alimento não-perecível
Censura Livre

Realização: Escritório Consular do Japão em Porto Alegre
e Cia. Palco Prá Toda Obra

Apoio: Instituto Vida Solidária - A M R I G S

Maiores informações fone: 3334-1299

terça-feira, 11 de novembro de 2008

“DESIGN DO JAPÃO HOJE 100”



Em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, a Fundação Japão e o Escritório Consular do Japão em Porto Alegre convidam para a Exposição: “DESIGN DO JAPÃO HOJE 100” - Um Estilo de Vida Contemporâneo.

Uma celebração à criatividade das formas e funções, com cerca de 100 produtos que marcaram a história recente do design japonês


Período: de 12 a 29 de novembro/2008

Horário: das 10:00 às 18:00h
(de terças a sábados)

Local: Museu Julio de Castilhos
Rua Duque de Caxias, 1205 - Centro


Maiores informações:
Fones: 3334-1299 ou 3221-3959

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Homenagem à Yoshio Sugino Sensei


Grão-Mestre Yoshio Sugino, líder máximo da escola tradicional japonesa,Tenshin Shoden Katori Shinto-Ryu. Possuidor do 1º Dan (Nihon Kokusai Budoine Dai Nippon Butokukai), o Grão-Mestre Sugino era amigo pessoal de Morihei Ueshiba O Sensei e, até o fim dos seus dias, mantinha em seu dojo uma foto do criador do Aikido. Praticou também Judo, com Jigoro Kano e atuou, como consultor-técnico, para os filmes "SETE SAMURAIS" e "YOJIMBO" (de Akira Kurosawa) e "A TRILOGIA DO SAMURAI" (A Saga de Miyamoto Musashi), de Hiroshi Inagaki. Serviu, por 67 anos, à escola KATORI SHINTO (que tem sua origem no de 1447, sendo considerada a mais antiga tradição marcial japonesa). O Grão-Mestre faleceu em 1998.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Os Yamabushi



As grandes ordens monásticas que viviam no alto das montanhas, com suas divisões de "guerreiros da montanha" conhecidos como yamahoshi (posteriormente YAMABUSHI), figuram entre os grandes protagonistas da história do Japão desde o século X até os séculos XVI e XVII. Essas ordens parecem ter evoluído originalmente a partir de grupos ermitões e outros "homens santos" que empreenderam o caminho da solidão no "deserto", tentavam adquirir poderes sobrenaturais. Sua busca (shu) por esses poderes (ken) compensou-se gradualmente em diversas metodologias (do) que chegaram a ser conhecidas como o "caminho dos poderes sobrenaturais" (SHUGENDO).







Este shugendo, segundo muitos pesquisadores não tem um fundador. Nos templos mais importantes das montanhas, desde os localizados em território Kimbusem aos de Kumano, desde Omine até Yoshino, foram erguidos alojamentos (seishin-ya) para os yamabushi. O Shugendo começou a aparecer junto com as doutrinas exotéricas (kenshi) e exotéricas (misshu) explicações (nosetsu), eloquência (seimei) poesia (waka) e, um fator muito importante em nosso estudo, a prática militar (buyu). Estes sacerdotes e monges militares em geral tinham sido extremamente hábeis no uso das armas de métodos tradicionais de combate. Os arco-e-flechas, as espadas e - sobretudo - as lanças eram para eles armas familiares. O naginata, por exemplo, dizem que foi na realidade inventado por eles e adotado posteriormente pelos bushi que haviam experimentado a mortífera eficácea desta arma, quando foi usada contra eles. Ao longo dos tempos esses monges e sacerdotes seguiram ainda participando ativamente no desenvolvimento do bujutsu(arte militar, ou arte da guerra), sendo considerados especialistas em sua teoria, particularmente no que se refere àqueles fatores interiores baseados no controle mental e no poder coordenado.

Deste modo, proporcionaram as especializações tradicionais do bujutsu como praticamente da única teoria que seus praticantes sempre tiveram. Os próprios buchi reconheciam essa dependência teória com respeito a seus mestres religiosos, a consagração em grande número nos templos ou residências de abades ou monges humildes, que haviam se tornado famosos como mestres de técnicas e disciplinas que fortaleciam à personalidade e desenvolviam o caráter do homem, permitindo que ele encarasse, sem hesitar, a hostil e perigosa realidade do confronto. O nome desses mestres religiosos são ainda adorados na arte marcial do Japão; uma idéia do tamanho e profundidade de sua contribuiçõa aos métodos de combate dos bushi e, em geral, a arte de combate japonesa pode-se estimar mediante ao estudo desses mestres e o modo em que influenciaram na evolução de artes tais como o kenjutsu, o jujutsu e o aikijutsu, aplicando a essas disciplinas os princípios intuitivos do Budismo, e especialmente os da seita Zen.



Alguns Yamabushi que tiveram muito destaque na história do Japão:

- Abade Shoshin 1294-1336 (estrategista)

- Sessai choro ( tutor do shogun Tokugawa Ieyasu)

- Takeda harunobu shingen (Daimyo e grande extrategista) (ilustração abaixo)




Vestimenta Yamabushi exposta no Museu de Tóquio

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO EM PORTO ALEGRE


O Centenário da Imigração Japonesa no Brasil e Ano do Intercâmbio Brasil Japão, serão celebrados neste final de semana, dias 27 e 28 de setembro, em PORTO ALEGRE, no centro municipal de eventos, localizado no Parque Harmonia, no centro da capital.
開始時間:午前9時 – Abertura: 9 da manhã

慰霊法要祭 – Cerimônia em memória aos falecidos - 88歳以上への表彰状と敬老祝賀会 – Entrega do Diploma de Reconhecimento e Congratulações aos idosos maiores de 88 anos
A partir das 10hs Taiko, dança, karaokê, demonstrações de artes marciais, feira de artesanato e muito mais!
VALE A PENA CONFERIR!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O exemplo japonês nas Olimpiadas de Pequim



Foto: Luca Bruno, AP

Nesta quinta-feira vi, pela primeira vez, a torcida chinesa vaiar uma equipe de outro país. As meninas do futebol da Alemanha e do Japão decidiam a medalha de bronze. A torcida foi maciça para as alemãs, claro – a velha rivalidade de séculos... Chineses e japoneses é pior do que gremistas e colorados, se você não sabe.
Durante o primeiro tempo do jogo, os chineses contentaram-se em incentivar os alemães com o seu tradicional jia you, mas no segundo tempo se soltaram: apuparam as japonesas (foto) com vontade cada vez que elas iam ao ataque. As alemãs venceram por 2 a 0, para gáudio da torcida, que festejou como se fosse uma vitória da China.
Tudo bem, tudo normal, até que, terminada a partida, ocorreu algo inesperado. Enquanto as alemãs festejavam, o técnico das japonesas as reuniu no grande círculo. Formaram uma rodinha e conversaram por alguns minutos. De lá, saíram para as bordas do campo. Pararam na linha lateral, em frente à torcida, e fizeram uma reverência. Os torcedores, talvez perplexos, aplaudiram. As japonesas então caminharam lentamente para o outro lado do campo, postaram-se de novo uma ao lado da outra e curvaram-se para a torcida. Fizeram isso em todos os lados do gramado, seis vezes, e seis vezes foram aplaudidas.

De alguma forma, uma vitória do Japão.



*Texto de DAVID COIMBRA publicado no caderno Pequim 2008 de Zero Hora.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

"Milhares de repetições, e a perfeição emerge a partir de nosso verdadeiro ser."





"Para se fazer uma boa espada é preciso aquecer, malhar e amolar o ferro repetidas vezes, o que exige uma extraordinária disciplina, organização e perseverança. Quem instilar essa espécie de disciplina na prática repetitiva, inovadora e observadora do kyudô será capaz de apreciar a satisfação do seu próprio esforço dentro de si mesmo."
J. Morisawa em Zen Kyudo, 1984