terça-feira, 28 de setembro de 2010

100 Anos de Kurosawa



Um dos gênios absolutos da história do cinema e o mais conhecido cineasta japonês no Ocidente, Akira Kurosawa nasceu em 1910. Este ano, portanto, comemora-se o seu centenário de nascimento, e para marcar a ocasião a Sala P. F. Gastal (Usina do Gasômetro) programou uma pequena mostra reunindo três de suas obras-primas: Rashomon, Trono Manchado de Sangue e Yojimbo.


Akira Kurosawa iniciou sua carreira em 1943, e ao longo de cinco décadas construiu uma sólida filmografia, encerrada em 1993, com Madadayo. Muito admirado pelos cineastas americanos, Kurosawa recebeu várias indicações ao Oscar de melhor filme estrangeiro, que venceria com Dersu Uzala (1975). Já na velhice, abalado pelo fracasso de público de seus filmes no Japão, conseguiu viabilizar produções de grande orçamento, graças ao auxílio financeiro de Francis Ford Coppola e George Lucas (em Kagemusha, a Sombra do Samurai, de 1980) e Martin Scorsese (em Sonhos, de 1990). Em 1990 recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da sua obra.A programação da mostra Kurosawa 100 Anos pode ser conferida na Sala P. F. Gastal até domingo, 3 de outubro, nos horários das 15h, 17h e 19h. Todos os filmes serão exibidos em cópias em 16mm, com legendas em português.


GRADE DE HORÁRIOS


Semana de 28 de setembro a 3 de outubro de 2010


28 de setembro (terça-feira)


15:00 - Rashomon
17:00 - Trono Manchado de Sangue
19:00 - Yojimbo


29 de setembro (quarta-feira)


15:00 - Trono Manchado de Sangue
17:00 - Yojimbo
19:00 - Rashomon


30 de setembro (quinta-feira)


15:00 - Yojimbo
17:00 - Rashomon
19:00 - Trono Manchado de Sangue


1º de outubro (sexta-feira)


15:00 - Rashomon
17:00 - Trono Manchado de Sangue
19:00 - Yojimbo


2 de outubro (sábado)


15:00 - Trono Manchado de Sangue
17:00 - Yojimbo
19:00 - Rashomon


3 de outubro (domingo)


15:00 - Yojimbo
17:00 - Rashomon
19:00 - Trono Manchado de Sangue



Mais informações da programação e da Sala PF Gastal:




Av. Pres. João Goulart, 551 - 3º andar (Usina do Gasômetro)
3289 8133

Porto Alegre - RS - 90010-120


Rashomon, (Japão, 1950, 88 minutos) Três homens se refugiam de uma tempestade sob as ruínas do portal de Rashomon, onde são colocados diante das diferentes versões de um crime, envolvendo a morte de um samurai e o estupro de sua esposa. Leão de Ouro no Festival de Veneza, foi o filme que abriu as portas para a divulgação do cinema japonês no Ocidente.

Trono Manchado de Sangue (Kumonosu-jô), (Japão, 1957, 110 minutos) No Japão do século XVI, o país é agitado por guerras civis. Dois valentes samurais, os generais Washizu e Miki, regressam aos seus domínios depois de uma batalha vitoriosa. No caminho, uma misteriosa senhora profetiza o futuro de Washizu: o guerreiro se tornará o Senhor do Castelo do Norte. A partir daí, estimulado pela esposa ambiciosa, Washizu se vê imerso numa trágica e sangrenta luta pelo poder. Uma brilhante adaptação de Macbeth, de William Shakespeare, para o universo oriental.

Yojimbo, (Japão, 1961, 110 minutos) Um samurai desempregado chega a um vilarejo em busca de emprego. A cidade está dividida entre dois mercadores rivais, e o samurai se oferece a ambos para prestar serviços nada leais. Comédia satírica que inspirou o clássico western Por Um Punhado de Dólares, de Sergio Leone.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

MOSTRA “PERCURSOS DO CINEMA JAPONÊS”


O Consulado do Japão em Porto Alegre, em parceria com a Sala Redenção do Cinema Universitário da UFRGS, apresenta a mostra Percursos do Cinema Japonês. Na programação há um panorama abrangente, desde o drama tragicômico De onde se avistam as Chaminés, de H. Gosho (1953), até o premiado animê A garota que saltou no tempo, de M. Hosoda (2006), passando pelo cinema dos anos 60 e 90.

Período: de 13 a 17 de setembro de 2010 (exceto 4ª feira)

Local: Sala Redenção – Cinema Universitário UFRGS
Av. Eng. Luiz Englert, s/n, Porto Alegre

Programação:
Dia 13/09 (2ª f.) 19h – DE ONDE SE AVISTAM AS CHAMINÉS (1953)
Dia 14/09 (3ª f.) 16h – A ROTINA TEM SEU ENCANTO (1962)
Dia 14/09 (3ª f.) 19h – TORA-SAN TIRA FÉRIAS (1990)
Dia 16/09 (5ª f.) 16h – FERROVIA DAS GALÁXIAS (1996)
Dia 16/09 (5ª f.) 19h – CREPÚSCULO SEIBEI (2002)
Dia 17/09 (6ª f.) 16h – A GAROTA QUE SALTOU NO TEMPO (2006)
Dia 17/09 (6ª f.) 19h – CREPÚSCULO SEIBEI (2002)

Legendas em português



ENTRADA FRANCA

Maiores informações pelo telefone: 3334-1299




Sinopses dos Filmes


DE ONDE SE AVISTAM AS CHAMINÉS (Japão, 1953, P&B, Drama, 106min.)
Direção: Heinosuke Gosho
Sinopse: Este drama tragicômico retrata a vida simples da periferia de Tóquio, no início da década de 50. Sob a aparente simplicidade do cotidiano das pessoas humildes, esconde-se um complexo universo de sentimentos paradoxais.

A ROTINA TEM SEU ENCANTO (Japão, 1962, cor, drama, 113 min.)
Direção: Yasujiro Ozu
Sinopse: Vivendo com a filha Michiko e o segundo filho Kazuo, o viúvo Shuhei Hirayama leva uma existência tranqüila. Com o apoio dos parentes, procura um bom partido para Michiko, que acaba se casando. Então, nada mais resta a Hirayama a não ser aprender a viver sem a filha. O filme é tido como a última meditação de Ozu sobre a inevitável dissolução familiar, sobre a definitiva solidão do todo indivíduo.

TORA-SAN TIRA FÉRIAS (Japão, 1990, cor, comédia, 106 min.)
Direção: Yoji Yamada
Sinopse: Mitsuo, sobrinho de Tora-san, agora universitário, encontra Izumi, uma antiga paixão. Izumi quer procurar o pai, que está morando em Kyushu, e Mitsuo resolve ajudá-la. Tora-san, que está sempre viajando, retorna ao lar e vai atrás de Mitsuo e Izumi.

FERROVIA DAS GALÁXIAS (Japão, 1996, cor, drama, 111 min.)
Direção: Kazuki Omori
Sinopse: Miyazawa Kenji é um idealista nato, empenhando-se com seu amigo Hosaka Kanai para trabalhar pela felicidade dos fazendeiros e realizar suas utopias. Ele se apega aos ideais de seu pai como dono de uma casa de penhores, forçando-o a ajudar um fazendeiro, o que vai contra os seus princípios. O filme enfatiza o idealismo como contraponto ao cinismo dos anos 1990.

CREPÚSCULO SEIBEI (Japão, 2002, cor, drama, 129 min.)
Direção: Yoji Yamada
Sinopse: Em pleno Japão feudal, Seibei Iguchi é um escudeiro viúvo de um clã, responsável pela comida do castelo. Iguchi passa por dificuldades para criar suas duas filhas pequenas e cuidar de sua mãe doente, perdendo, assim, o espírito guerreiro de um samurai. Apesar dos problemas, Iguchi carrega consigo todos os códigos de honra de samurai, tendo um sonho de ser um agricultor bem sucedido; mas o reencontro com a jovem Tomoe fará ressuscitar o espírito guerreiro da espada.

A GAROTA QUE SALTOU NO TEMPO (Japão, 2006, cor, Animê, 99 min.)
Direção: Mamoru Hosoda
Sinopse: Animê baseado num mangá de sucesso, ganhador de prêmios no Japão e no exterior, voltado para o público juvenil.
Uma colegial que mora no subúrbio de Tokyo percebe que tem um dom sobrenatural de transitar pelo tempo. Tão logo é capaz de controlar esse dom, passa a usá-lo para compensar frustrações do passado e satisfazer seus desejos do cotidiano. Certo dia, ela percebe que sua relação com seus dois melhores amigos começa a ter estranhas alterações.













segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Hiroshima no cinema

Por que Hollywood ignora Hiroshima
Nenhum tema foi tão evitado pelo cinema americano desde o fim da II Guerra Mundial como o bombardeio atômico da cidade japonesa de Hiroshima, que completou 65 anos no dia 6.8.10





O cinema americano é onívoro. Ele engoliu praticamente todos os assuntos, dos mais triviais aos grandes eventos históricos, e então os vomitou. De qualquer maneira, há um assunto que Hollywood recusou-se a abordar diretamente: o bombardeio de Hiroshima e suas consequências.
Como se completam agora 65 anos do evento terrível, a omissão parece ainda mais chocante. Trata-se de um elemento de culpa coletiva porque os Estados Unidos são o único país a ter usado uma arma nuclear contra uma população civil? Não pode ser o fato de que o assunto é muito apavorante para retaratar, uma vez que muitos outros acontecimentos horrendos foram representados graficamente em filmes americanos.
As únicas referências que o cinema americano, comercial ou não, fez a Hiroshima foi oblíqua. Durante a Guerra Fria, a Metro-Goldwyn Mayer produziu Aquém e Além (1952), baseado nas experiências do coronel Paul Tibbets, o piloto do Enola Gay, a primeira aeronave a lançar uma bomba atômica. O filme sustenta o argumento frequentemente repetido de que o bombardeio foi justificado por contribuir para o fim da II Guerra Mundial, ainda que pareça mais preocupado com os efeitos que o fato teve no relacionamento do piloto com sua mulher.
Anteriormente, em 1947, a MGM havia lançado The Beginning or the End (O Começo ou o Fim), que dramatizou o Projeto Manhattan. Depois do sucesso dos testes, vemos o Enola Gay e sua tripulação jogar a bomb, a nuvem de poeira e cenas da cidade em chamas – de uma vasta distância, é claro. A sanguínea mensagem do filme é que os Estados Unidos merecem confiança para usar essa nova arma pelo bem universal. Entre os extremamente raros momentos nos filmes americanos que aludem ao bombardeio de Hiroshima está o clímax de O Império do Sol (1987), de Steven Spielberg, onde um belo efeito especial ilumina o céu. Mas em lugar nenhum do cinema americano vemos uma vítima da bomba, um corpo queimado, uma pessoa morrendo por radiação, uma criança deformada.
No diálogo de abertura da obra-prima de Alain Resnais Hiroshima Mon Amour (1959), a referência perante a qual todos os outros filmes sobre o tema devem se inclinar, o personagem principal diz a sua amante que ela viu tudo em Hiroshima – as exibições no museu, as cifras dos feridos e mortos. De qualquer forma, ele insiste, “Você não viu nada em Hiroshima. Nada”.
O cinema americano não viu nada em Hiroshima. Nem mesmo tentou.

POR RONALD BERGAN The Guardian

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dia da Etnia Japonesa



Dia vinte de agosto comemoramos o dia Estadual da Etnia Japonesa!
Parabéns a todos os japoneses e descendentes!

Esperamos que cada vez mais possamos criar pontes entre Brasil e Japão, países irmãos. Cada vez mais possamos estreitar os laços que nos unem há tanto tempo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Hiroshima - 65° ano da grande tragédia



Hiroshima relembra o 65.º aniversário da grande tragédia de sua história: a destruição completa da cidade, atingida no dia 6 de agosto de 1945, uma segunda-feira, pela primeira bomba atômica utilizada na 2 .ª Guerra, que provocou a morte de mais de 200 mil pessoas e deixou 163 mil desaparecidos e milhares de mutilados.


Sobreviventes prestam homenagens as vítimas.

Apelidada de "Little Boy", a bomba - um artefato de três metros de comprimento e quatro toneladas de peso, contendo a carga explosiva de um quilo de urânio - foi lançada por um avião da Força Aérea dos Estados Unidos de uma altura de 8.500 metros e explodiu a 570 metros do chão, acima do edifício do Hiroshima Industrial Promotion, na época o mais moderno da cidade, ao lado da ponte Aioi.

O ataque foi ordenado pelo presidente Harry S. Truman, após meses de intenso bombardeio em outras 67 cidades do Japão. O bombardeio apressou a rendição do Japão e o final da guerra, mas a um custo alto demais e desnecessário, principalmente por ter feito milhares de vítimas civis.

Fogo e horror. Com a detonação, uma luz semelhante a um relâmpago cortou os céus daquela região montanhosa do sudoeste do Japão. Formou-se uma bola de fogo de 200 metros de diâmetro. O calor irradiado chegou a 7 mil graus centígrados. Imensas colunas de fogo caíram sobre a superfície e, em poucos segundos, ergueu-se um gigantesco cogumelo de nuvem radioativa, que alcançou 9 mil metros de altura.
O cenário era de horror. Com o fogo e o calor, praticamente todas as casas vieram abaixo, ao mesmo tempo em que começaram a ocorrer incêndios por toda a cidade. As pessoas morriam queimadas e os cadáveres eram consumidos em meio aos fragmentos de paredes, portas e janelas que se derreteram a até um quilômetro do local da explosão. A cidade fervia como um caldeirão. Aos incêndios - que duraram horas - seguiu-se um vendaval que acabou por destruir o pouco que ainda restava da cidade de Hiroshima.
Os sobreviventes não tiveram melhor sorte. Os altos índices de radioatividade em toda a região provocaram alterações sanguíneas, perturbaram as funções da medula óssea e afetaram órgãos internos, como fígado e pulmões.
Ao todo, cerca de 70 mil casas foram destruídas. Entre as vítimas estavam 6.300 estudantes do curso secundário que tinham sido mobilizados, dias antes, para trabalhar na manutenção das instalações civis da cidade. Uma tragédia sem precedentes na história da humanidade. 



Rose Saconi - O Estado de S.Paulo



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O CASTELO DE HIMEJI



HIMEJI-JO: O CASTELO DA GARÇA BRANCA
Desfrutando desde 1993 o status de Patrimônio Cultural e Histórico da Humanidade pela Unesco, o Castelo de Himeji é uma jóia da arquitetura japonesa, cheia de particularidades e uma história bem interessante. Localizado onde atualmente é a cidade de Himeji, na província de Hyogo, 50 Km a oeste de Osaka e 650 Km distante de Tokyo, o Castelo de Himeji começou a ser construído como um forte em 1333 por Norimura Akamatsu, antigo governador da região, então chamada de Harima. Em 1346, uma pequena construção em forma de castelo foi erguida por Sadanori Akamatsu. Esse "embrião" do castelo, todo de madeira, era bem diferente do atual castelo, mas durou 230 anos. Guerra Civil
Em 1580, o Japão estava passando por uma guerra civil, e dois grandes “daimyõ” (senhores feudais) disputavam a supremacia e o controle do Japão, dividindo o país entre aqueles que apoiavam Nobunaga Oda ou Ieyasu Tokugawa.
Hideyoshi Toyotomi, um dos líderes militares do clã de Nobunaga Oda, apossou-se do castelo e promoveu a primeira de uma série de grandes reformas, visando a construção de um “moderno” castelo de 3 andares. A morte de Oda em 1582 e o falecimento de Toyotomi em 1598 deixou caminho aberto para as ambições de Tokugawa, que após vencer a batalha de Sekigahara em 1600, tomou o poder no Japão. Assim, em 1601, Tokugawa deu como prêmio a erumasa Ikeda, um de seus generais e genro, as províncias de Harima, Bizen e Awaji, que com isso se tornou o novo senhor do Castelo de Himeji.
Como durante a guerra civil o Castelo de Himeji havia sido danificado, e sendo sua localização importante para a defesa do governo do xogunato Tokugawa, Ikeda dedicou-se a reconstruir o castelo, que ganhou assim a forma que mantém até hoje.
Na reconstrução, Ikeda implantou no Castelo de Himeji detalhes que modernizaram e melhoraram as características arquitetônicas e defensivas, que tornaram o complexo do castelo um modelo exemplar de construção japonesa do período. Na parte mais central e alta de uma colina, uma enorme base na forma de trapézio composta por paredes de pedras com inclinações variando de 30 a 40 graus foi construída para servir de base das fundações de um castelo de 7 andares, chamado de “daitenshukaku”. Essa base, além de dificultar a escalada de invasores, permitia um direcionamento correto da água da chuva evitando a erosão do terreno e protegia a estrutura mais alta dos efeitos de um eventual terremoto, uma vez que as fundações de madeira colocadas na base são maleáveis.



A Garça Branca

O apelido de “Garça Branca” vem não apenas dos elementos decorativos do castelo, com beirais graciosos e curvos, mas principalmente de suas paredes cobertas com alvenaria branca. Assim como os demais castelos de sua época, Himeji era feito de madeira, mas o acabamento em alvenaria, além de lhe dar o aspecto branco, aumentou a espessura das paredes e modernizou o castelo ao torná-lo resistente a ataques com armas de fogo
Como o uso de armas de fogo em batalhas começou em 1549, construções anteriores precisavam ser readaptadas. Calcula-se que haviam 5 mil pequenos castelos no Japão no século XIV, mas todos eles se valiam apenas das cercas e do fosso como meio de defesa, o que se tornou vulnerável com o surgimento das armas de fogo.
Ao redor do castelo em si, uma rede de caminhos cheios de degraus, murados e tortuosos e com vários portões e torres, formam um longo labirinto onde até hoje visitantes se perdem. Por fim, toda a área é rodeada por um muro e um fosso externo, havendo uma só passagem para entrar ou sair do complexo.
A enorme distância a ser percorrida da entrada do complexo, as paredes grossas e pequenas janelas no castelo, nos portões e nas torres revela a preocupação com as “modernas” armas de fogo da época. Até metade do séc. XVI, os japoneses usavam um tipo de espingarda primitiva, cujo diâmetro do cano lembra as atuais bazucas e cujo acionamento dependia do acendimento de um pavio, tal qual nos antigos canhões. Enfim, era uma arma pesada, incômoda, demorada e de pouco alcance. Isso mudaria com o tempo, com a introdução da trava de mosquete (a “vovó” do atual sistema de detonação de rifles, com gatilho e cão), o que deixou as armas de fogo japonesas mais eficientes e com maior alcance. Aberturas um pouco maiores, quadradas, no topo das paredes de pedras inclinadas e na base do prédio principal, eram usadas para atirar pedras em quem tentasse escalar pelo lado externo. Além disso, várias passagens secretas foram construídas por todo o complexo, que em caso de ataque permitia que o senhor feudal, sua família, serviçais e soldados pudessem viver com comida e armas estocadas por um longo período.

Pura Sorte

Mas foi a sorte que deu a Himeji sua característica mais valorizada, que é seu estado de preservação. Embora o Castelo tenha sido reconstruído por Ikeda com o mais puro intuito defensivo, o fato é que desde então ele nunca mais foi danificado por atos de guerra, nem mesmo durante a 2a. Guerra Mundial.
A reconstrução do Castelo levou nove anos, de 1601 a 1609, e estima-se que tenha mobilizado 50 mil trabalhadores, com um custo estimado hoje em mais de 2 bilhões de dólares.
Sendo uma construção única em seu gênero no mundo e com um grau de preservação que nos permite hoje conhecer um estilo de vida de 400 anos atrás, o Castelo de Himeji faz jus ao título de Patrimônio Histórico da Humanidade.




Adaptado de texto publicado na Revista Nippon nº23

sexta-feira, 30 de julho de 2010

OFICINA DE MANGÁ – História em Quadrinhos



O Escritório Consular do Japão em Porto Alegre e o Centro Cultural CEEE Erico Verissimo promovem uma Oficina de Mangá – História em Quadrinhos, com o Prof. Daniel HDR, de 10 a 13 de agosto de 2010, das 14h30min às 16h30min.
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas, com antecedência, no local (Rua dos Andradas, 1223) ou pelos telefones (51) 3228-9710 ou 3334-1299.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Memorial homenageará etnia japonesa em Ivoti / RS




Objetos como quimonos, tigelas, ferramentas e pinturas de ideogramas, que expõem a riqueza de uma cultura milenar, poderão ser contemplados no memorial da Colônia Japonesa, em Ivoti. Com o objetivo de resgatar a história da colonização no município, o projeto está em obras e deve ser concluído em novembro. Além do trabalho de adequação do prédio, que se localiza dentro da colônia, a prefeitura busca peças e documentos que ficarão à mostra no local. Moradores, a maioria imigrantes das décadas de 1950 e 1960, doaram objetos de uso pessoal, decoração e vestuário.

Entre os materiais, estão ferramentas para produção de uvas e kiwi. A atividade teve seu auge na cidade nas décadas de 1970 e 1980. Além de utensílios de trabalho, fotografias e documentos foram entregues na Associação de Moradores da Colônia. A prefeita Maria de Lourde Bauermann diz que a intenção é garantir um espaço de memória e de valoriazação da cultura japonesa em Ivoti. Os objetos foram fotografados e fichados. Segundo a diretora de cultura, Gabriela Dilly, alguns não chegaram a ser usados e outros resgatam fortes lembranças, pois foram trazidos na viagem do Japão. Ela conta que há ainda peças que têm a marca do uso e do tempo.

A colônia japonesa em Ivoti conta com 50 famílias, que vivem na divisa do município com Dois Irmãos. No momento, a intenção é realizar um levantamento do futuro conjunto de peças e verificar de que forma isso será exposto. "Essa etapa foi necessária para sabermos que tipo de acervo teríamos, o tamanho dos objetos e como organizá-los internamente", afirma a diretora.

O memorial funcionará na antiga Escola Municipal Castelo Branco, que está sendo remodelada. Com a conclusão do trabalho, serão instalados painéis que resgatam a história da colônia. Internamente, os objetos serão captados e guardados e forma adequada para serem apresentados em diferentes momentos, com temáticas específicas.



Fonte: http://www.defender.org.br/ (Silvana Losekann)

Conheça Ivoti: http://www.ivoti.rs.gov.br/

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Festival do Japão - parte 4



Talvez possa parecer uma loucura sair do Rio Grande do Sul para participar de um dia de um Festival em São Paulo. Viajem, malas, tempo, dinheiro, cansaço, metrô, avião, etc. Entretanto para todos que admiram tanto quanto nós essa cultura milenar tão rica, fica fácil compreender o esforço. Poder participar e interagir com imigrantes e descendentes japoneses, apreciar a culinária muito além do básico dos restaurantes, participar de workshops, apreciar a arte japonesa, fazer compras, apreciar demonstrações e shows, não tem preço.



Tivemos a oportunidade, por exemplo, de participar do workshop da Professora Lumi Toyoda, Cultura e Etiqueta Japonesa. Para se ter uma noção foi ela quem orientou o gabinete do governador de São Paulo, quando da visita do Príncipe Naruhito em 2008, ano do centenário da imigração japonesa. Visite o site da professora: http://www.etiquetajaponesa.com.br/



Cada atividade dessa, cada nova experiência, por pequena que seja, abre um pouco mais os nossos horizontes, nos deixa mais ligados com esse mundo que tanto admiramos, aprofunda nosso conhecimento e nos torma mais apaixonados e mais motivados a buscar e nos aprimorarmos cada vez mais.



Certamente, sempre que possível, a Ordem do Dragão, através de algum de seus membros participará desse tipo de evento.




Moti sakura (doce enrolado com folha de cerejeira)




Exposição de arte e caligrafia da Província de Nara




Demonstração de kendô

Tori feito de bambu(entrada da área das crianças)

Veja muitas outras fotos e vídeos através do site oficial do festival:








Festival do Japão - parte 3


Voltando para casa trazendo boas recordações.